Uma declaração do presidente da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo voltou a gerar forte repercussão nas redes sociais. Durante coletiva de imprensa realizada nesta semana, Nelson Matias reagiu ao Projeto de Lei 50/2025, aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo, e afirmou que “vai ter criança, sim” na Parada LGBT+, mesmo diante da proposta que tenta restringir a participação de menores de idade no evento.
O projeto, apresentado pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil), prevê a proibição da presença de crianças e adolescentes em eventos que façam alusão a pautas LGBTQIA+, além de exigir classificação indicativa para maiores de 18 anos e impor multas que podem chegar a R$ 1 milhão em caso de descumprimento. A proposta ainda precisa passar por nova votação antes de seguir para análise do prefeito Ricardo Nunes.
Ao defender a participação de menores acompanhados pelos país, Nelson Matias argumentou que a Parada possui caráter político, democrático e familiar, além de representar um espaço de defesa de direitos civis. Organizadores do evento classificaram o projeto como discriminatório e afirmam que ele seria inconstitucional por restringir a liberdade de manifestação e reunião.
A fala repercutiu principalmente entre influenciadores e perfis conservadores, que passaram a cobrar posicionamentos públicos sobre o tema. Nas redes sociais, diversos usuários citaram o influenciador Felca, conhecido por denunciar conteúdos envolvendo a exposição inadequada de menores na internet e por defender pautas relacionadas à proteção infantil. Até o momento, porém, não há registro público de manifestação dele sobre a declaração do presidente da Parada LGBT+ ou sobre o projeto em discussão na Câmara de São Paulo.
O debate ampliou a polarização nas redes. Enquanto defensores do projeto afirmam que a medida busca proteger crianças de conteúdos considerados inadequados para determinadas faixas etárias, críticos sustentam que a proposta cria uma restrição direcionada a um grupo específico e abre precedente para limitar manifestações públicas ligadas à diversidade.







