A prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (25), no Brasil, trouxe à tona episódios semelhantes ocorridos na Venezuela durante eleições presidenciais disputadas por Nicolás Maduro.
Na eleição venezuelana de 20 de maio de 2018, os centros eleitorais deveriam encerrar as atividades às 18h, mas alguns permaneceram abertos até depois das 21h. Na ocasião, Maduro havia defendido que os eleitores que ainda estivessem nas filas pudessem votar. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou posteriormente sua reeleição. Já em 28 de julho de 2024, na última eleição presidencial disputada por Maduro, algumas seções também continuaram funcionando após as 18h. O resultado anunciado pelo CNE, que declarou Maduro vencedor, foi contestado pela oposição e por observadores internacionais.
No Brasil, Zanin determinou a extensão da votação até as 19h, após um pedido da coligação de Lula motivado por denúncias de dificuldades no transporte público. A decisão foi anunciada quando algumas urnas já estavam fechadas, provocando a suspensão temporária da totalização dos votos pelo TSE. Posteriormente, o ministro esclareceu que a prorrogação valeria somente para seções que ainda permaneciam abertas.
Embora os episódios apresentem semelhanças quanto à extensão do horário eleitoral, existem diferenças importantes. Na Venezuela, a permanência das seções abertas foi relacionada à presença de eleitores nas filas, enquanto no Brasil a decisão judicial teve como justificativa problemas de deslocamento. Não há comprovação de que Maduro tenha determinado manter a votação aberta até garantir sua vitória, nem de que a medida brasileira tenha finalidade semelhante.
Fontes: UOL, Deutsche Welle, Associated Press, Reuters, Poder360, Agência Brasil, Folha de S.Paulo.







