Omissão estaria fortalecendo PCC e Comando Vermelho, diz auditoria.
Uma avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que a performance deficiente do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) do governo federal está contribuindo para o crescimento de grupos criminosos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além de intensificar a criminalidade no Brasil.
O levantamento técnico indica que somente 54% das ações planejadas para o programa foram concluídas desde sua concepção estratégica. Dos 42 projetos idealizados para integrar as forças de segurança e inteligência, 19 não foram iniciados ou foram interrompidos. O relatório do TCU enfatiza que essa ineficiência facilita o tráfico de entorpecentes e armamentos, o contrabando e a expansão de facções criminosas, impactando diretamente a segurança pública e a autonomia do país.
Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) são utilizados no relatório para demonstrar a expansão das maiores organizações criminosas atuantes no território nacional. Um dos principais desafios identificados é a fragilidade das fronteiras, consideradas vias de entrada para drogas e armas usadas por essas quadrilhas.







