O brutal estupro coletivo de uma adolescente de 13 anos em São João de Meriti, confundida com a parceira de um traficante rival e submetida a um ‘julgamento’ pelo crime organizado, não só revela a crueldade do tráfico nas comunidades brasileiras, mas também evidencia uma aparente escolha na reação da sociedade e da política.
Chama a atenção a ausência de grandes protestos, campanhas virais ou manifestações por parte da esquerda. O jornalista Rodolfo Oliveira, em sua análise para o Jornal Diário 360, levanta o questionamento de por que este crime hediondo não provocou a mesma comoção que outros eventos que se alinham a interesses ideológicos.
Para certos grupos, a demonstração de apoio parece estar condicionada ao cenário político ou à repercussão na mídia. O silêncio notável de personalidades como Janja e outros representantes da esquerda reforça a impressão de que a compaixão é moldada por discursos partidários, em vez de uma defesa irrestrita das vítimas.







