O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende levar a Petrobras para atuar em parceria com a estatal mexicana Pemex na exploração de petróleo em águas profundas no Golfo do México. Durante um evento em Manaus, o petista relatou uma conversa com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e aproveitou para provocar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Vamos no Golfo do México para ver se o companheiro Trump vai se meter”, declarou.
A fala ocorreu enquanto Lula anunciava investimentos da Petrobras e da Transpetro no Amazonas. Segundo o presidente, a estatal brasileira possui experiência reconhecida mundialmente na exploração de petróleo em águas profundas e poderia colaborar com o México em projetos estratégicos na região.
A declaração repercutiu porque acontece em um momento de atritos diplomáticos entre governos latino-americanos e a administração Trump. O presidente americano tem adotado uma postura mais rígida em temas energéticos e comerciais, além de ter se envolvido recentemente em polêmicas relacionadas ao próprio Golfo do México, cuja nomenclatura se tornou alvo de debates políticos nos Estados Unidos.
A possível parceria entre Petrobras e Pemex ainda não teve detalhes oficiais divulgados, mas é vista como uma tentativa de ampliar a presença das duas estatais no mercado internacional de energia. Lula afirmou que a Petrobras é respeitada globalmente pela tecnologia desenvolvida para exploração em grandes profundidades e defendeu que a empresa continue expandindo sua atuação fora do Brasil.
A fala sobre Trump rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos do governo. Enquanto aliados enxergaram a declaração como uma defesa da soberania e da capacidade tecnológica brasileira, opositores classificaram o comentário como uma provocação desnecessária ao presidente dos Estados Unidos.







