A Polícia Federal (PF) solicitou o impedimento do ministro Dias Toffoli no processo do Banco Master. A medida foi tomada após a descoberta de mensagens, registros de reuniões e anotações que envolvem o empresário Daniel Vorcaro e seu sócio, Zettel. De acordo com os investigadores, esses diálogos sugerem articulações e possíveis pagamentos, gerando dúvidas sobre a neutralidade do relator.
Toffoli, que foi advogado do PT e nomeado para o STF por Lula em 2009, possui um histórico de proximidade com diversas administrações. Ele manteve laços estreitos com o governo Bolsonaro durante sua presidência no Supremo e, mais recentemente, restabeleceu contato com o atual Planalto. Sua carreira é marcada por decisões polêmicas, como a suspensão da multa bilionária da J&F e a restrição da viagem de Lula para o funeral de seu irmão. Atualmente, ele enfrenta o momento mais delicado de sua trajetória no tribunal.
Nos círculos políticos, a possível saída de Toffoli é vista como uma oportunidade para reequilibrar as forças no STF e ampliar a influência governamental. Essa situação transforma uma investigação financeira em um embate institucional com sérias repercussões políticas. Para o círculo íntimo de Lula, o afastamento de Toffoli das decisões centrais seria até benéfico, pois reforçaria a imagem de combate à corrupção e “limpeza institucional”, além de abrir caminho para a nomeação de um ministro mais alinhado ao governo no futuro. Aliados do presidente consideram Toffoli um elemento imprevisível, o que representa um risco para as estratégias do governo no Supremo.







