O estado do Rio de Janeiro enfrenta, nesta segunda-feira (23), uma situação política sem precedentes. As posições de maior destaque nos Poderes Executivo e Legislativo, além da alta cúpula da segurança, estão desocupadas ou com lideranças provisórias, gerando um “vazio” na administração estadual.
O ex-governador Cláudio Castro oficializou sua saída do cargo hoje, véspera de um julgamento crucial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar seu mandato – com votação atual de 2 a 0 pela condenação. Castro planeja concorrer ao Senado em outubro. Como seu vice, Thiago Pampolha, já havia renunciado em 2025 para integrar o TCE-RJ, o estado se encontra sem seus dois principais representantes eleitos. Na linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar, é o próximo, mas está afastado judicialmente, impedido de assumir o Palácio Guanabara.
A instabilidade também atingiu a Segurança Pública. Os chefes da Polícia Civil e Militar renunciaram para atender à legislação eleitoral. O delegado Felipe Curi, da Civil, saiu para concorrer à Câmara dos Deputados, e o coronel Marcelo de Menezes, da Militar, deixou o posto visando as eleições de 2026.
Diante desse cenário, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), assumiu o governo de forma interina. Ele terá a responsabilidade de gerir o estado e organizar uma eleição indireta na Alerj, a ser realizada nos próximos 30 dias, para definir o governador que completará o mandato até o final de 2026.







