O empresário Luiz Estevão, proprietário do portal Metrópoles, passou a ser alvo de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de um esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com documentos da investigação, a PF apura se decisões favoráveis ao Grupo OK, empresa ligada a Luiz Estevão, teriam sido obtidas por meio da atuação de um lobista e da esposa de um juiz federal. As suspeitas surgiram a partir da análise de mensagens extraídas de celulares apreendidos durante as investigações da Operação Sisamnes.
Segundo a Polícia Federal, conversas analisadas indicam que o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves teria acompanhado processos de interesse do empresário no gabinete do ministro Moura Ribeiro, do STJ. Em uma das mensagens citadas pela investigação, Luiz Estevão parabeniza o intermediador após receber notícia de uma decisão favorável e pergunta se seria possível obter uma decisão ainda mais ampla. A PF afirma que, no dia seguinte, houve uma transferência de R$ 250 mil de uma empresa ligada ao lobista para outro investigado no caso.
Até o momento, a investigação está em andamento e não há condenação relacionada a esses fatos. Procurado pela imprensa, Luiz Estevão afirmou que não teve acesso aos autos e, por isso, não comentaria o caso. Já o ministro Moura Ribeiro declarou desconhecer a existência de investigação sobre decisões de sua autoria e afirmou que qualquer tentativa de vinculá-lo a crimes é improcedente.







