Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência, em janeiro de 2023, o setor público consolidado vinha de um superávit primário de R$ 126 bilhões em 2022, equivalente a 1,28% do PIB. Naquele mesmo período, porém, o Brasil já possuía uma dívida bruta relevante, de aproximadamente R$ 7,2 trilhões.
Quase quatro anos depois, os números fiscais mostram uma situação mais pressionada. Segundo o Banco Central, a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 10,9 trilhões em julho de 2026, o equivalente a 82,5% do PIB. Em doze meses, o setor público também acumulava déficit primário de R$ 89,3 bilhões e déficit nominal de R$ 1,24 trilhão, já considerando os juros da dívida.
Assim, caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial, esse é o cenário fiscal que encontrará ao assumir o governo: uma dívida bruta próxima de R$ 11 trilhões e um nível de endividamento significativamente superior ao registrado no início do atual mandato. Isso não significa que toda a alta da dívida decorra apenas de novas despesas — o próprio Banco Central aponta forte impacto dos juros nominais, emissões líquidas e outros fatores —, mas mostra que o próximo presidente terá pela frente um desafio fiscal consideravelmente maior.
Na sua opinião, o próximo governo deveria priorizar o corte de gastos para tentar reduzir a dívida pública?







