Soledad Palameta Miller, docente da Unicamp, detida sob acusação de subtrair vírus de um laboratório da instituição, obteve liberdade provisória após audiência de custódia na tarde de terça-feira (24). A juíza Valdirene Ribeiro de Souza Falcão, da 9ª Vara Federal de Campinas, confirmou a existência de evidências do crime e da autoria, mas negou a conversão da prisão em preventiva.
O Ministério Público Federal (MPF) apoiou a soltura condicionada da professora, sugerindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso à Unicamp. A defesa argumentou a condição de mãe de dois filhos menores para solicitar a libertação. A Justiça impôs medidas cautelares, incluindo comparecimento mensal à 9ª Vara Federal, proibição de sair de Campinas por mais de cinco dias sem autorização, pagamento de dois salários-mínimos de fiança, proibição total de acesso aos laboratórios da Unicamp e restrição de saída do país sem aval judicial.
O caso veio à tona em 13 de fevereiro, com o sumiço de caixas de amostras virais do Laboratório de Virologia Animal do Instituto de Biologia da Unicamp, uma área de alta biossegurança (NB-3). As investigações revelaram que Soledad, sem laboratório próprio na FEA, utilizava espaços de outros professores, contando com a ajuda de uma aluna de mestrado para acessar os locais. As amostras, pertencentes à professora Clarice Weis Arns, foram encontradas em freezers de outros pesquisadores e em lixeiras comuns, manipuladas e descartadas irregularmente.







