procuradora regional do Trabalho Margaret Matos de Carvalho tornou-se ré após a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) receber denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposto desvio de recursos públicos destinados a projetos sociais. Segundo a acusação, o prejuízo pode ultrapassar R$ 6 milhões.
De acordo com a denúncia, os recursos tiveram origem em um acordo judicial firmado pelo Ministério Público do Trabalho e deveriam ser destinados a ações sociais desenvolvidas pelo Instituto Lixo e Cidadania (ILIX). O MPF afirma que parte significativa do dinheiro teria sido desviada de sua finalidade original para beneficiar particulares e empresas ligadas às investigadas. A procuradora responderá à ação penal juntamente com a administradora da entidade.
Margaret ganhou notoriedade nacional anos atrás por apoiar publicamente o movimento “Lula Livre”, durante o período em que o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso em Curitiba. Em sua defesa, ela nega qualquer irregularidade, afirma que os recursos foram empregados de forma compatível com a missão institucional do Ministério Público do Trabalho e sustenta que é alvo de perseguição de antigos integrantes da Operação Lava Jato.
Com o recebimento da denúncia, o STJ entendeu que existem indícios suficientes para a abertura da ação penal. A decisão não representa condenação, e o processo seguirá para instrução, fase em que serão produzidas provas e assegurado o direito de defesa das acusadas.







