Um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a circular nas redes sociais após declarações feitas durante o lançamento de uma nova fase do programa Celular Seguro, em 23 de junho, em Guarulhos (SP). Na ocasião, o presidente apresentou medidas voltadas ao combate ao roubo e à receptação de celulares e defendeu punições mais severas para quem pratica esse tipo de crime.
Durante o discurso, Lula afirmou que o governo pretende intensificar o combate às quadrilhas responsáveis por furtos e roubos de aparelhos, bem como às pessoas que comercializam celulares de origem criminosa. Em seguida, porém, recomendou que a população também adote cuidados para evitar ser alvo de criminosos.
“Não fique vacilando com o celular”, disse o presidente, orientando que as pessoas observem quem está ao redor antes de utilizar o aparelho em vias públicas.
A declaração voltou a repercutir nas redes sociais e gerou críticas de parte dos internautas. Muitos entenderam que a fala atribui às vítimas parte da responsabilidade pelos roubos, argumentando que a obrigação de garantir a segurança pública e combater a criminalidade cabe ao Estado. Outros usuários defenderam que a recomendação foi apenas um conselho de prevenção, semelhante às orientações de segurança frequentemente dadas por autoridades.
O programa Celular Seguro permite que cidadãos bloqueiem rapidamente linhas telefônicas e aparelhos em caso de roubo, furto ou perda, além de integrar ações voltadas ao combate ao mercado ilegal de celulares furtados. A repercussão do vídeo reacendeu o debate sobre os limites entre orientar medidas de autoproteção e a responsabilidade do poder público em garantir segurança para a população.







