Fachin diz que se for preciso sacrificará amigos do STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, declarou que não se manterá passivo se for preciso analisar questionamentos referentes à apuração do caso Banco Master, que está sob a alçada do ministro Dias Toffoli.
Em declaração concedida ao jornal O Globo, Fachin optou por não antecipar sua posição sobre a condução de Toffoli, contudo, enfatizou sua prerrogativa de intervir na investigação se julgar pertinente, “doa a quem doer”. Ao ser indagado sobre a repercussão negativa da nota do STF em defesa de Toffoli e do próprio tribunal, ele explicou que uma manifestação institucional tem, acima de tudo, a obrigação de “defender a institucionalidade”. O ministro acrescentou que, neste episódio, foi resguardada a legalidade da atuação judicial durante o recesso, já que o relator foi escolhido por sorteio e optou por seguir trabalhando.
A respeito da resistência de alguns membros da Corte à implementação de um código de conduta para os ministros, Fachin apoiou a iniciativa, salientando a importância de considerar o cenário histórico das últimas quase quatro décadas.







