O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, causou forte repercussão ao questionar publicamente o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais do país. Em publicação nas redes sociais, Petro afirmou que identificou possíveis irregularidades no processo eleitoral e levantou dúvidas sobre a integridade da apuração.
Com cerca de 99% das seções eleitorais contabilizadas, o candidato Abelardo de la Espriella apareceu na liderança da disputa e garantiu vaga no segundo turno contra Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente. O resultado surpreendeu parte dos analistas políticos, já que pesquisas divulgadas antes da votação apontavam Cepeda como favorito.
Petro alegou que os algoritmos utilizados no sistema de contagem teriam sido alterados três vezes nos dias que antecederam a eleição. Segundo ele, as mudanças teriam provocado a inclusão de aproximadamente 800 mil registros de eleitores que não constariam no censo oficial do país.
O presidente também afirmou que existem seções eleitorais nas quais teriam sido contabilizados milhares de votos sem a correspondente quantidade de eleitores cadastrados. As acusações geraram intenso debate político e levaram opositores a acusarem Petro de tentar desacreditar o processo eleitoral após a derrota de seu candidato no primeiro turno.
O caso chama atenção porque a Colômbia não utiliza urnas eletrônicas como as adotadas no Brasil. Os votos são registrados em cédulas de papel e posteriormente contabilizados por meio de procedimentos de apuração e sistemas informatizados de consolidação dos resultados. Ainda assim, as alegações de Petro concentram-se justamente nos softwares utilizados na transmissão e processamento dos dados eleitorais.
As autoridades eleitorais colombianas e observadores independentes ainda analisam as acusações. Até o momento, não houve confirmação oficial das irregularidades apontadas pelo presidente. O episódio reacendeu o debate sobre segurança eleitoral, transparência dos sistemas de apuração e confiança pública nos processos democráticos da América Latina.







