Em quase 100 anos de existência, a Copa do Mundo masculina nunca contou com a participação de um jogador abertamente gay ou bissexual. O fato tem gerado críticas e reacendido o debate sobre representatividade no principal torneio do futebol mundial. Integrantes da comunidade LGBTQIA+ defendem que é preciso ampliar a inclusão no esporte e afirmam que “precisamos ocupar todos os espaços”, inclusive aqueles historicamente marcados pela ausência de diversidade, como o futebol profissional de alto nível.
Mesmo com a expansão da competição em 2026, que reunirá 48 seleções e cerca de 1.248 atletas, o número de jogadores LGBTQIA+ assumidos permanece zerado. O caso mais conhecido é o do ex-jogador inglês Justin Fashanu, que participou da Copa do Mundo de 1982 e, anos depois, tornou pública sua homossexualidade.
Especialistas apontam que o preconceito, o machismo e o receio de impactos negativos na carreira continuam sendo fatores que dificultam que atletas se sintam seguros para revelar publicamente sua orientação sexual, mantendo a discussão sobre inclusão e diversidade em pauta no futebol mundial.







