José Fernando Honorato, um ex-policial federal envolvido nos eventos de 8 de janeiro, viveu seus últimos dias sob forte escrutínio. Ele foi preso por sua participação nos atos, enfrentando, nesse período, um câncer de pâncreas com o uso de tornozeleira eletrônica e sem acesso à sua aposentadoria integral.
Durante o 8 de janeiro de 2023, Honorato, após não concretizar a compra de um carro e almoçar sozinho, resolveu seguir um comboio policial, desviando-se de seu plano inicial de ir ao cinema. Ele acabou no Supremo Tribunal Federal (STF), registrando em vídeo a destruição no local, o que, junto a visitas frequentes a acampamentos, resultou na acusação de crimes contra o Estado Democrático de Direito. Sua defesa alegou que ele apenas observava e gravava o ocorrido. Ele veio a óbito em 19 de novembro de 2025, no Hospital Anchieta, em Brasília, antes que seu processo fosse julgado.
Honorato, que presidiu o Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal por quase uma década, foi detido em janeiro de 2023. Ficou detido por quase dez meses na Papuda, perdendo 15 quilos e desenvolvendo depressão. A liberdade provisória veio após a descoberta de uma lesão no pâncreas e a permissão para retirada definitiva da tornozeleira eletrônica ocorreu apenas 30 dias antes de sua morte. Em um golpe adicional, seu salário de quase R$19 mil foi retido, sendo reduzido a um salário mínimo desde fevereiro de 2024 para garantir eventuais indenizações ao STF.
O desbloqueio total de seus bens, pleiteado pelos advogados por conta do alto custo do tratamento de câncer, só foi autorizado em agosto de 2025. Contudo, devido a entraves burocráticos, o acesso aos recursos só foi possível dois dias antes de seu falecimento, em novembro de 2025. Honorato não chegou a ser interrogado formalmente e morreu sem ter uma condenação, enfrentando um sofrimento prolongado.







