A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que restabeleça a prisão preventiva de Monique Medeiros, ré no processo que apura a morte de seu filho, Henry Borel. A manifestação foi encaminhada ao ministro Gilmar Mendes e sustenta que a soltura da acusada contrariou decisões anteriores da própria Corte.
Segundo a PGR, não há excesso de prazo que justifique a liberdade de Monique. O órgão argumenta que o adiamento do julgamento ocorreu após a defesa do ex-vereador Dr. Jairinho abandonar o plenário, além de destacar que a própria defesa de Monique se opôs ao desmembramento do processo, o que poderia ter permitido a continuidade do julgamento apenas dela.
No parecer, a Procuradoria afirma que a análise do prazo da prisão não pode se limitar a uma contagem de tempo, devendo levar em consideração a complexidade do caso e a conduta das partes envolvidas. O órgão também entende que manobras processuais não podem resultar em benefícios para os réus em um caso de tamanha gravidade.
O pedido da PGR foi apresentado após manifestação de Leniel Borel, pai de Henry, que recorreu ao STF questionando a decisão que colocou Monique em liberdade. Para ele, atrasos provocados pela defesa não podem servir como justificativa para enfraquecer a busca por Justiça no caso.
A decisão final sobre o pedido caberá ao Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, o caso Henry Borel continua sendo acompanhado de perto pela sociedade e segue como um dos processos criminais de maior repercussão no país.







