O governo do Paraguai anunciou novas diretrizes para o sistema educacional que determinam a retirada do termo “gênero” de materiais didáticos oficiais e plataformas governamentais. A medida, implementada durante a gestão do presidente Santiago Peña, estabelece que documentos e conteúdos educacionais passem a adotar referências baseadas exclusivamente no sexo biológico, definido como masculino e feminino.
Segundo as autoridades paraguaias, a decisão busca adequar o conteúdo escolar a uma interpretação centrada em aspectos biológicos e científicos. Com isso, expressões como “igualdade de gênero”, “identidade de gênero” e “perspectiva de gênero” deixaram de ser utilizadas em documentos oficiais vinculados ao Ministério da Educação e demais órgãos públicos.
A medida provocou repercussão dentro e fora do país. Enquanto setores conservadores elogiaram a iniciativa por considerá-la uma forma de reforçar valores tradicionais e evitar debates ideológicos nas escolas, organizações de direitos humanos e grupos ligados à educação criticaram a decisão, argumentando que ela pode limitar discussões sobre diversidade, inclusão e combate à discriminação.
O tema continua gerando debates entre especialistas, educadores e representantes da sociedade civil, tornando-se um dos assuntos mais discutidos na política educacional paraguaia nos últimos meses.







