Dados divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) mostram que homens gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens continuam sendo o grupo mais afetado pelo HIV no país.
Segundo o relatório mais recente do CDC, 65% dos novos diagnósticos de HIV registrados em 2024 ocorreram entre homens que tiveram contato sexual com outros homens. Em dados referentes a 2022, esse percentual foi de aproximadamente 70% dos novos diagnósticos.
O próprio CDC ressalta que esses números não significam que pessoas LGBT transmitam mais o vírus por características pessoais, mas que esse grupo é desproporcionalmente afetado pela epidemia em razão de uma combinação de fatores biológicos, sociais e de acesso à prevenção e ao tratamento. Entre os fatores citados estão a maior prevalência prévia do HIV em determinadas redes sexuais, barreiras no acesso aos serviços de saúde, estigma e discriminação.
Especialistas reforçam que qualquer pessoa sexualmente ativa pode contrair ou transmitir o HIV e que a prevenção continua sendo a principal forma de reduzir novos casos, por meio do uso de preservativos, testagem regular, tratamento e estratégias como a PrEP.
Fonte da pesquisa: Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) – Fast Facts: HIV and Gay and Bisexual Men e HIV Diagnoses, Deaths, and Prevalence: 2026 Update.







