A Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo chega à sua 30ª edição com o tema “A urna convoca. A urna confirma”, destacando a participação política como principal bandeira do evento neste ano. A escolha do tema, no entanto, ocorre em meio a um cenário que tem gerado debates dentro e fora da própria comunidade.
Dados divulgados pelo Observatório de Mortes e Violências LGBTI+ apontam que o número de mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil aumentou 33,33% em relação ao ano anterior. O levantamento reúne casos de homicídios, suicídios e outras mortes motivadas por violência e discriminação, acendendo um alerta entre entidades que atuam na defesa dos direitos desse grupo.
Apesar do aumento expressivo dos casos registrados, a principal mensagem da parada deste ano está voltada para a mobilização eleitoral e a participação nos processos democráticos. Para apoiadores do movimento, a ocupação dos espaços políticos é uma ferramenta importante para a criação de políticas públicas capazes de enfrentar a violência e garantir mais direitos.
Já críticos do evento questionam se o foco dado à pauta eleitoral não acaba desviando a atenção de problemas considerados mais urgentes, como a segurança e a redução da violência contra pessoas LGBTQIAPN+. Nas redes sociais, internautas apontaram a contradição entre a celebração do engajamento político e os números divulgados por organizações que monitoram os casos de violência no país.







