Uma sequência de decisões internacionais colocou o Brasil no centro de debates diplomáticos e comerciais nas últimas semanas. Em um curto espaço de tempo, o país viu duas de suas maiores facções criminosas, PCC e Comando Vermelho, serem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos, enquanto parceiros comerciais importantes anunciaram medidas que podem afetar exportações brasileiras.
No campo econômico, a União Europeia comunicou restrições à entrada de determinados produtos de origem animal do Brasil, alegando exigências regulatórias e sanitárias. A decisão provocou reação do governo brasileiro e de representantes do agronegócio, que contestam os fundamentos apresentados pelos europeus.
Ao mesmo tempo, a China mantém medidas de proteção ao seu mercado de carne bovina, incluindo tarifas adicionais para importações que ultrapassem cotas estabelecidas. O país asiático é o principal comprador da carne brasileira e qualquer alteração em suas regras comerciais gera preocupação entre exportadores.
Por outro lado, o governo brasileiro destacou recentemente uma vitória diplomática ao obter o reconhecimento, por parte da China, de todo o território nacional como livre de febre aftosa, medida que pode ampliar oportunidades para exportações de carne e derivados.







