A recente briga entre Jojo Todynho e a influenciadora trans Malévola Alves voltou a movimentar as redes sociais e gerou debates sobre política, identidade e tratamento da mídia diante de figuras públicas que mudam de posicionamento ideológico. A discussão começou após Jojo defender um cabeleireiro criticado por Malévola, mas rapidamente escalou para acusações de transfobia, ameaças e provocações públicas.
Durante a troca de ataques, Malévola acusou Jojo de transfobia após a cantora usar a expressão “mulher que não gesta”. A situação saiu das redes sociais e chegou ao ponto de uma suposta “briga” ser marcada em Bangu, no Rio de Janeiro. Segundo relatos publicados pela imprensa e nas redes, Malévola chegou a sobrevoar a casa de Jojo de helicóptero, enquanto a cantora afirmou ter procurado uma delegacia após receber ameaças.
O caso gerou forte repercussão principalmente porque Jojo Todynho passou, nos últimos anos, a se declarar uma “mulher negra de direita”, aproximando-se de figuras conservadoras e de pautas ligadas ao bolsonarismo. Desde então, a cantora passou a enfrentar críticas de antigos fãs, rompimentos comerciais e ataques constantes nas redes sociais.
Internautas afirmam que o episódio mostrou uma suposta contradição do chamado “identitarismo”, argumentando que Jojo reúne características frequentemente defendidas por movimentos progressistas, como ser mulher negra, periférica e acima do peso, mas mesmo assim não teria recebido apoio da mídia ou de parte dos movimentos sociais após assumir posições políticas de direita.
Nas redes sociais, muitos usuários criticaram o fato de ameaças e intimidações contra Jojo terem sido tratadas por parte do público como entretenimento ou meme. Outros defenderam Malévola e afirmaram que Jojo teria ultrapassado limites ao fazer comentários considerados ofensivos à identidade trans. O caso continua repercutindo e ampliando o debate sobre polarização política, cancelamento e seletividade ideológica no meio artístico e nas redes sociais.







