O número de brasileiros vivendo em situação de rua disparou nos últimos anos e voltou a acender o debate sobre pobreza, custo de vida e políticas públicas no país. Segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da UFMG, o total de pessoas sem moradia passou de cerca de 194 mil em 2020 para mais de 365 mil em 2026, um crescimento próximo de 88%.
Os dados mostram que a maior concentração dessa população está na região Sudeste, especialmente em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apenas a capital paulista concentra mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas, segundo o estudo.
Nas redes sociais, o avanço da crise gerou críticas ao cenário econômico brasileiro e ao aumento do custo de vida nos grandes centros urbanos. Internautas apontam que trabalhar já não garante estabilidade financeira para milhões de pessoas, enquanto aluguel, alimentação e medicamentos seguem pressionando o orçamento das famílias. Outros afirmam que o crescimento da população de rua expõe o fracasso histórico do país em enfrentar problemas estruturais ligados à moradia, saúde mental e geração de empregos.
Os pesquisadores responsáveis pelo levantamento afirmam que o aumento pode estar ligado à precarização das condições de vida após a pandemia, à insuficiência de políticas públicas estruturantes e às dificuldades econômicas acumuladas nos últimos anos.







