No Brasil, a dívida é uma realidade para quase 80% das famílias, sendo que 30% delas já enfrentam atrasos nos pagamentos. Entretanto, uma análise do Sebrae revela um cenário ainda mais desafiador e injusto para as mulheres: elas arcam com juros significativamente mais altos em seus empréstimos. Anualmente, a diferença chega a 44% a mais do que o valor pago pelos homens.
As taxas médias de juros para o público feminino alcançam cerca de 29,3% ao ano, enquanto para o masculino, o percentual é de 20,3%. Essa discrepância ocorre na forma como as instituições financeiras calculam o “risco de crédito”, avaliando histórico de pagamentos e garantias.
O que causa maior indignação é a falta de movimentação política diante desses dados alarmantes. Erika Hilton, que atualmente ocupa o cargo de Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, até o momento não tomou nenhuma medida concreta ou apresentou projetos para combater essa discriminação financeira. Enquanto a presidência da comissão permanece em silêncio sobre o tema, a disparidade continua afetando diretamente a saúde financeira e a sobrevivência dos negócios de milhões de brasileiras.
– G1







