A população russa enfrenta um cenário de alta inflacionária que impacta o poder de compra. Alexander, um publicitário de Moscou, viu seu gasto mensal com alimentação subir 22%, de 35 mil rublos (R$ 2,3 mil) para 43 mil rublos (R$ 2,9 mil), em apenas um mês. Essa realidade reflete o custo da guerra iniciada pelo Kremlin na Ucrânia, que se aproxima do quarto ano.
Desde o início do conflito na Ucrânia, os preços têm subido constantemente. A economia russa, impulsionada pelos gastos militares, apresentou um crescimento inicial que mascarou os efeitos da inflação, sanções ocidentais e a fuga de investimentos estrangeiros. No entanto, essa fase de expansão diminuiu drasticamente em 2025, e a inflação começou a superar o aumento dos salários, apertando o orçamento das famílias.
Dados do Rosstat, órgão de estatísticas russo, indicam que os preços nos supermercados subiram 2,3% em menos de um mês no início deste ano. Produtos básicos como carne, laticínios, pão, batatas e até itens de higiene pessoal e medicamentos ficaram mais caros. Uma pesquisa da BBC, que monitora uma cesta de 59 produtos em Moscou desde 2019, revelou um aumento de 18,6% no custo dessa cesta entre 2024 e o mês passado, passando de 7.358 rublos (R$ 502) para 8.724 rublos (R$ 596). A inflação acumulada de alimentos, segundo o Rosstat, foi de 18,1% de janeiro de 2024 a janeiro de 2026.







