MST entrega 1.900 moradias e assina contratos para quase 1.800 novos aptos: “Estão entregando casas para depois invadir”, dizem internautas
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) realizou neste domingo, 1º de março de 2026, um evento para marcar a entrega de 1.900 unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, no bairro da Liberdade, em São Paulo. A cerimônia contou com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Durante o discurso na Casa de Portugal, Boulos afirmou que, apesar das críticas, o movimento segue avançando nas obras e nas entregas. Em publicação nas redes sociais, declarou: “Eles gritam, eles falam alto. A gente começa a obra. Eles gritam, eles xingam. A gente entrega chave. Eles atacam, rosnam e a nossa luta segue em frente”, em referência a opositores do movimento.
O evento ocorreu no mesmo dia em que o deputado Nikolas Ferreira promoveu a manifestação “Acorda, Brasil”, na Avenida Paulista, ampliando o clima de polarização política. Nas redes sociais, críticos do MTST ironizaram a iniciativa e questionaram a atuação do movimento, com comentários como: “Estão entregando casas para depois invadir”.
Além das 1.900 moradias entregues, o MTST também celebrou a assinatura de contratos para quase 1.800 novos apartamentos. Os projetos estão distribuídos entre 743 unidades em Roque Valente (Embu das Artes), 272 na ocupação Faixa de Gaza (São Paulo), 380 em Montanhão (São Bernardo do Campo), 100 em Vila Calu (Itapecerica da Serra) e 293 em Pau do Café (Diadema).
Especialistas em políticas públicas ressaltam que o debate sobre moradia popular envolve tanto a necessidade de redução do déficit habitacional quanto discussões sobre modelo de ocupação urbana, regularização fundiária e uso de recursos públicos. Já opositores defendem maior fiscalização e transparência na destinação das unidades, enquanto apoiadores argumentam que os números demonstram avanço concreto na oferta de habitação social.







