O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o encerramento de um inquérito que apurava a conduta do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), do senador Ciro Nogueira (PP), e dos deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões. A investigação estava relacionada à entrada de bagagens em um voo privado após uma viagem para a ilha de São Martinho.
A Polícia Federal (PF) ainda apura se um auditor da Receita Federal cometeu prevaricação e descaminho. Ele teria permitido a entrada de malas de um dos passageiros do mesmo voo sem a devida inspeção. A PF relatou que cinco volumes, transportados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior, entraram no Brasil sem passar pelo raio-x na noite de 20 de abril de 2025. O retorno foi de São Martinho, ilha caribenha conhecida por ser um paraíso fiscal desde 2016.
A aeronave particular pertencia a Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, apontado como operador de plataformas de apostas do “jogo do tigrinho”. Em novembro de 2024, ele depôs na CPI das Bets, negando ser o proprietário do jogo.
Contudo, Moraes decidiu pelo arquivamento da investigação para os parlamentares. Ele justificou a decisão afirmando que não foram encontrados “indícios mínimos da ocorrência de ilícito criminal” por parte dos políticos com foro privilegiado, nem informações que justificassem a abertura de inquérito ou qualquer outra apuração contra eles.







