O filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, segue acumulando polêmicas antes mesmo da estreia oficial. Especialistas do setor audiovisual afirmam que toda a repercussão envolvendo o longa pode acabar impulsionando ainda mais sua audiência mundial, repetindo o efeito visto em produções cercadas de controvérsias políticas. 
Nas últimas semanas, o filme passou a ser alvo de debates após denúncias envolvendo suposto financiamento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre bastidores da produção e condições de filmagem no Brasil. Reportagens também apontaram investigações sobre possíveis irregularidades administrativas durante as gravações. 
Apesar das críticas, analistas do entretenimento avaliam que a exposição intensa pode beneficiar o longa comercialmente. O fenômeno é comum em filmes políticos polarizadores, principalmente quando conseguem repercussão internacional e forte engajamento nas redes sociais. O fato de o ator Jim Caviezel interpretar Bolsonaro também ampliou a curiosidade do público global. 
O longa é dirigido por Cyrus Nowrasteh e escrito por Mário Frias, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro. A produção tenta retratar Bolsonaro como um líder perseguido pelo sistema político e pela mídia, abordagem que já gerou críticas de setores da esquerda e da imprensa brasileira. 
Outro fator que pode ajudar na bilheteria é justamente a polarização. Enquanto opositores prometem boicotar o filme, apoiadores do ex-presidente têm mobilizado campanhas online incentivando a ida aos cinemas. Especialistas apontam que esse tipo de conflito costuma aumentar o interesse do público neutro, transformando a obra em um evento político e cultural além do cinema. 







