Nesta quinta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua preocupação com a segurança das divisas brasileiras, ressaltando a necessidade de reforçar a vigilância. Durante um evento cultural no Espírito Santo, Lula apontou a fragilidade do país e lamentou a carência de investimentos na defesa territorial ao longo do tempo.
O chefe de Estado demonstrou apreensão com as possíveis intenções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Amazônia. Ao aludir a declarações anteriores de Trump sobre regiões como a Groenlândia, Canadá e o Canal do Panamá, Lula manifestou o temor de que o líder americano possa estender suas reivindicações à floresta amazônica. O presidente brasileiro enfatizou a importância de o Brasil se preparar para salvaguardar sua autonomia frente ao panorama global.
Lula também afirmou que planeja confrontar Trump no âmbito político e econômico, e não militarmente. O presidente brasileiro destacou o desejo de “comprovar com dados” a razão do Brasil em disputas comerciais envolvendo taxas impostas pelos EUA. Essas declarações surgem em um momento de apreensão do governo brasileiro quanto a debates nos EUA sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como grupos terroristas, o que, na visão do Planalto, poderia abrir precedentes para intervenções americanas em solo brasileiro.







