A inclusão da ONG “Minha Criança Trans” em um comitê ligado ao Ministério da Saúde provocou reação imediata de parlamentares, especialmente da oposição. A iniciativa faz parte de ações voltadas à formulação de políticas públicas para a população LGBTQIA+, mas críticos questionam a legalidade e a composição do grupo.
A organização, fundada em 2022, atua na defesa de crianças e adolescentes trans e presta apoio a famílias em todo o país . Apesar disso, a participação da entidade em um comitê governamental foi alvo de questionamentos políticos, com argumentos de que o governo estaria abrindo espaço para grupos com atuação ideológica dentro de decisões de políticas públicas.
A deputada Rosângela Moro foi uma das vozes que criticaram a medida, alegando possível irregularidade na criação ou funcionamento do comitê. Para opositores, o ponto central não é apenas a pauta defendida pela ONG, mas sim o que consideram uma falta de critérios técnicos claros na escolha de entidades participantes.
Por outro lado, a presença de organizações da sociedade civil em conselhos e comitês não é algo novo no Brasil, sendo comum em diversas áreas, inclusive na saúde pública. Esses espaços costumam reunir especialistas, representantes do governo e entidades sociais para discutir diretrizes e políticas.
O caso reacende um debate mais amplo sobre os limites entre participação social e influência ideológica dentro do Estado. Enquanto apoiadores veem a medida como inclusão de vozes que representam parte da população, críticos apontam risco de politização em decisões que deveriam ser estritamente técnicas.







