A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prioriza a continuidade da colaboração com os Estados Unidos na esfera da segurança pública. Essa iniciativa surge após a decisão da gestão anterior, de Donald Trump, de categorizar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como grupos criminosos.
A deliberação, que passou a valer na sexta-feira, 5 de junho, modifica a condição legal dessas duas facções no cenário global. Assessores presidenciais consideram que a ação tem raízes políticas e, portanto, é improvável que seja revertida rapidamente. Contudo, o governo não prevê impactos imediatos dessa alteração.
O Palácio do Planalto advoga por expandir essa cooperação não apenas com os EUA, mas também com nações vizinhas e a União Europeia, visando fortalecer o combate ao crime organizado. Dentro desse contexto, a Receita Federal planeja enviar uma delegação aos EUA neste mês para explorar oportunidades de parceria com o serviço de Receita norte-americano (IRS).
Previamente, o órgão brasileiro já havia firmado um convênio com o U.S. Customs and Border Protection (CBP), a agência de fronteiras dos EUA, para integrar esforços no combate a delitos como o tráfico de armas e drogas. Essas iniciativas fazem parte de um conjunto de medidas de segurança pública implementadas pelo governo federal, que buscam tanto proteger o país de influências externas quanto elevar a aprovação popular do presidente.







