Uma análise divulgada pelo Estadão revelou que a maioria dos oficiais-generais ouvidos pela coluna do jornalista Marcelo Godoy reprovou a decisão unilateral dos Estados Unidos de classificar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas. Apesar das críticas à providência americana, os militares apontaram que a situação expõe um problema ainda maior: a incapacidade histórica do Estado brasileiro de enfrentar de forma eficaz o crime organizado.
Segundo a publicação, diversos generais afirmaram que a iniciativa dos EUA seria consequência direta do avanço das facções criminosas e da dificuldade das autoridades brasileiras em reaver territórios dominados por organizações como o PCC e o Comando Vermelho. Os militares também demonstraram preocupação com possíveis impactos sobre a soberania nacional, embora tenham considerado baixa a probabilidade de qualquer ação militar americana em território brasileiro sem coordenação com o governo federal. Outro ponto destacado pelo levantamento foi a avaliação de que o episódio poderia ser usado politicamente em ano eleitoral. Ainda assim, a maioria dos oficiais defendeu que o Brasil aproveite o momento para construir um consenso nacional em torno de políticas mais duras e eficazes de combate ao crime organizado.
De acordo com o Estadão, os generais enxergam a atual crise como um alerta para que o país recupere áreas dominadas por facções e fortaleça suas estratégias de segurança pública, evitando que organizações criminosas ampliem ainda mais sua influência dentro e fora do território nacional.







