Um homem que aguardava na fila do auxílio gás resumiu o sentimento de parte da população ao se deparar com a cena: “Migalhas para ter o povo na mão”. A declaração, feita em tom de revolta, ecoou entre famílias que enfrentavam horas de espera para receber o benefício anunciado pelo governo Lula como medida de alívio social.
Segundo relatos, a fila se formou ainda de madrugada, reunindo trabalhadores, aposentados e mães de família que dependem do auxílio para cozinhar. Para muitos, o valor recebido não acompanha o custo real do botijão, nem resolve o problema estrutural da alta de preços. “É um paliativo que não muda nada. O gás sobe, a comida sobe, e a gente continua contando moedas”, disse outro cidadão no local.
Críticos apontam que programas desse tipo reforçam a dependência do Estado sem atacar as causas da inflação e da perda de poder de compra. Na avaliação deles, a política assistencial vira ferramenta de controle político, oferecendo benefícios pontuais enquanto o custo de vida segue avançando. “Dão um auxílio aqui, outro ali, e o povo continua pobre, só que agradecido”, comentou um comerciante.







