Nesta quarta-feira, 8 de maio, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que o governo quer aumentar a mistura de etanol na gasolina para 32% ainda neste ano. A ideia é reduzir a dependência do Brasil de combustíveis importados, principalmente em um cenário de preços altos no mercado internacional.
Apesar de poder ajudar a diminuir custos e incentivar a produção de etanol no país, a medida levanta preocupações. Isso porque uma quantidade maior de etanol na gasolina pode trazer impactos para alguns veículos, especialmente os mais antigos.
Entre os possíveis efeitos estão maior consumo de combustível, já que o etanol rende menos que a gasolina, além de queda no desempenho do motor. Também há preocupação com desgaste de peças, como borrachas e componentes do sistema de combustível, e até dificuldade na partida, principalmente em dias frios.
Especialistas apontam que, sem estudos amplamente divulgados e adaptações adequadas, a mudança pode gerar custos indiretos para os motoristas. Enquanto isso, o governo defende que a medida é uma alternativa rápida para reduzir a dependência externa, embora críticos considerem que ela não resolve o problema a longo prazo.







