Um boletim divulgado pelo movimento Pacto Contra a Fome apontou que 81,7% da população da Região Norte e 75,3% da população do Nordeste vivem em situação de “exclusão alimentar elevada”. O indicador considera famílias que não possuem renda suficiente para manter uma alimentação minimamente saudável e, ao mesmo tempo, arcar com outras despesas básicas do dia a dia.
Após a divulgação dos dados, internautas passaram a questionar a aparente contradição com o anúncio de que o Brasil deixou o Mapa da Fome da ONU. “Mas Lula não tirou o Brasil da fome?”, escreveram usuários nas redes sociais.
Os dois indicadores, porém, medem situações diferentes. O Mapa da Fome da ONU utiliza o critério de subalimentação crônica, que identifica a parcela da população sem acesso regular a calorias suficientes para uma vida saudável. Em 2025, a FAO informou que o Brasil ficou abaixo do limite de 2,5% da população nessa condição e, por isso, saiu do Mapa da Fome.
Já o conceito de “exclusão alimentar elevada” avalia a capacidade financeira das famílias para manter uma alimentação saudável sem comprometer outras necessidades essenciais. Segundo o Pacto Contra a Fome, o problema está relacionado à combinação de baixa renda, desigualdades regionais e dificuldades estruturais de acesso à alimentação adequada.







