A entrega de 51,2 mil hectares da Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, em Rondônia, à empresa Re.green por meio de um leilão na Bolsa de Valores (B3) está gerando grande controvérsia. A companhia, focada em restauração florestal, administrará a área por 40 anos. Enquanto o governo federal e o Ministério do Meio Ambiente veem a ação como um avanço sustentável, grupos como o @clima.acido e movimentos sociais a classificam como uma entrega de bens públicos a grandes corporações, citando a influência de investidores como a família Moreira Salles no controle de recursos naturais.
O cerne da crítica está na disparidade entre a lentidão da reforma agrária e a aceleração das concessões sob o argumento da “economia verde”. Para a esquerda e movimentos de base, o sistema de créditos de carbono em áreas degradadas funciona como uma forma de lucro para instituições financeiras, permitindo que empresas mantenham atividades prejudiciais em outros locais sob o pretexto de serem “carbono zero”.
Enquanto o mercado financeiro celebra essas operações, a oposição se fortalece nas comunidades. No Xingu e no Tapajós, mulheres indígenas continuam a lutar contra iniciativas como a da mineradora Belo Sun, defendendo que a posse da terra é um direito fundamental, e não um mero ativo financeiro. #Amazonianoar







