Nesta quinta-feira (14/5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou forte desaprovação ao uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais. Ele sugeriu que a ferramenta deveria ser vetada durante o período de pleitos, argumentando que ela pode ser utilizada por aqueles que propagam inverdades. Lula também assegurou que sua própria campanha de reeleição não fará uso dessa tecnologia.
O presidente ponderou sobre os benefícios da inteligência artificial em áreas como saúde, educação e ciência, mas questionou sua utilidade no contexto eleitoral. “Na eleição, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar numa mentira.” Comparou a escolha de um candidato com a de um padrinho para um filho, onde o conhecimento pessoal e a integridade são essenciais. Lula reforçou sua convicção de que a IA “vai servir aos mentirosos” na política.
As declarações ocorreram em Camaçari, Bahia, durante a entrega de 384 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Lula explicou que sua decisão de não empregar IA em sua campanha é um reflexo dos valores aprendidos com sua mãe. “Um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu [mãe de Lula], não aceitará inteligência artificial para fazer campanha política”, afirmou, exemplificando que, embora fosse possível criar um “Lula artificial” para múltiplos eventos, ele não o faria.
O presidente também elogiou o posicionamento do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, em sua posse na terça-feira (12/5), destacou o combate ao uso indevido da inteligência artificial como um dos grandes desafios para as eleições de outubro.







