O governo Lula firmou um acordo de 15 anos para adquirir energia de carvão mineral da J&F, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O valor desta contratação é 50,2% superior à média de mercado para o mesmo tipo de combustível, conforme leilões anteriores.
Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia (MME), o contrato prevê pagamentos anuais de R$ 859,7 milhões até 2040, totalizando mais de R$ 12 bilhões em valores atuais. A energia será fornecida pela usina termelétrica de Candiota, no Rio Grande do Sul, pertencente à Âmbar Energia, subsidiária da J&F. Os detalhes foram divulgados para consulta pública em 27 de outubro.
A obrigatoriedade da compra surgiu após a aprovação de um dispositivo no Congresso, conhecido como “jabuti”, inserido em um projeto sem relação direta com o tema. A lei resultante não cita a J&F, mas exige a manutenção de termelétricas a carvão com contratos vigentes em 31 de dezembro de 2022 até 2040, beneficiando a usina de Candiota. Lula sancionou a medida, contrariando o discurso governamental contra combustíveis fósseis e a recomendação de veto da ministra Marina Silva. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defende a medida como crucial para a segurança energética, apesar das preocupações de especialistas sobre o impacto nos custos para o consumidor.







