Durante participação na 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado na Feira Industrial de Hannover, em abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o papel do Brasil na produção de biocombustíveis e respondeu a críticas sobre possíveis impactos na produção de alimentos.
Em seu discurso, Lula rebateu a ideia de que o avanço dos combustíveis renováveis possa prejudicar a segurança alimentar. “Ninguém seria louco de substituir a produção de comida por produção de biodiesel. Ninguém come biodiesel. Ninguém come gasolina; as pessoas comem comida”, afirmou. Segundo ele, o país tem condições de expandir ambas as áreas sem prejuízo.
O presidente também destacou o potencial agrícola brasileiro, citando a existência de áreas disponíveis para recuperação. “O Brasil tem 40 milhões de hectares de terras degradadas que podem ser recuperadas para plantar o que quiser”, disse. Para Lula, isso garante que o país possa crescer na produção de energia limpa sem reduzir a oferta de alimentos.
Ao final, reforçou a posição estratégica do Brasil no cenário global: “Não há hipótese de o Brasil deixar de produzir alimentos para produzir combustível. Nós faremos as duas coisas, porque o mundo precisa de comida e o mundo precisa de energia limpa.” O discurso buscou consolidar a imagem do país como um dos protagonistas na transição energética internacional.







