A disputa presidencial na Colômbia ganhou um capítulo curioso: a Justiça proibiu Abelardo de la Espriella, candidato da direita, de usar a camisa da seleção colombiana como símbolo de sua campanha.
A decisão foi tomada pela juíza Aura Luz Forero, após reclamações de setores da esquerda. O argumento é que o uso da camisa poderia associar um símbolo nacional a uma candidatura específica, comprometendo sua neutralidade.
Iván Cepeda, candidato de esquerda e aliado político do presidente Gustavo Petro, acusou Espriella de se apropriar da camisa da seleção em plena campanha eleitoral. A polêmica cresceu porque o candidato de direita vinha usando o uniforme em atos públicos e incentivando apoiadores a fazerem o mesmo.
Na prática, a Justiça colombiana decidiu entrar até no guarda-roupa do candidato. Para críticos, trata-se de mais um exemplo de interferência judicial em disputa política. Para apoiadores da decisão, símbolos nacionais não deveriam ser usados como ferramenta eleitoral.
O caso lembra o Brasil, onde a camisa da seleção também passou a ser associada à direita nos últimos anos. A diferença é que, na Colômbia, a Justiça resolveu dar um “jeitinho” e transformar a camisa amarela em caso de tribunal.







