O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom em críticas recentes ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um momento de maior exaltação, Lula afirmou categoricamente que Trump “não foi eleito imperador do mundo” e que não possui o direito de ameaçar outras nações ou agir de forma unilateral em conflitos internacionais.
Durante suas declarações, o presidente mostrou-se bastante alterado ao questionar a postura do líder americano, enfatizando que Trump deveria ter buscado autorização de órgãos internacionais antes de cogitar ou realizar invasões a países como a Venezuela e o Irã. Para Lula, decisões dessa magnitude, como intervenções militares ou sanções econômicas, precisam obrigatoriamente respeitar a soberania nacional e passar pelo crivo do Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, nenhum país pode simplesmente “acordar e ameaçar outro” sem diálogo prévio.
As falas ocorreram durante a viagem de Lula à Europa, com passagens pela Alemanha, Espanha e Portugal, em meio ao aumento das tensões globais. O presidente alertou que conflitos nessas regiões desestabilizam a economia mundial, atingindo severamente os países mais pobres através da alta no preço dos alimentos.
Lula revelou ainda ter buscado diálogo com líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron para tratar da estabilidade global, mas admitiu que não houve avanços significativos. Diante desse cenário, ele reforçou a urgência de uma reforma na ONU, defendendo a inclusão de novos países no Conselho de Segurança e cobrando uma postura mais firme da organização para prevenir guerras.






