O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que torna obrigatória a aprovação no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) para que novos médicos possam exercer a profissão no Brasil. A regra valerá para estudantes que ingressarem no curso de Medicina após a publicação da medida e estabelece uma nota mínima como requisito para obtenção do registro profissional.
A decisão reacendeu nas redes sociais o debate sobre o programa Mais Médicos, criado durante o governo Dilma Rousseff. Na época, médicos estrangeiros, principalmente cubanos, foram autorizados a atuar em regiões carentes do país por meio de um registro provisório e sem a necessidade de passar pelo Revalida, exame de revalidação de diplomas estrangeiros exigido de outros profissionais formados no exterior. A medida foi alvo de críticas de entidades médicas, que questionavam a ausência da revalidação formal dos diplomas.
Nas redes, críticos do governo apontam uma suposta contradição entre a criação de uma nova exigência para médicos brasileiros e a flexibilização adotada no passado para a participação de profissionais cubanos no Mais Médicos. Já defensores da nova medida afirmam que o exame busca garantir padrões mínimos de qualidade na formação médica e aumentar a segurança dos pacientes.







