O Ministério das Relações Exteriores confirmou neste sábado (25) que negou os pedidos de visto de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que viriam ao Brasil.
Segundo o Itamaraty, a solicitação foi feita em 20 de julho e a negativa ocorreu na sexta-feira (24). No pedido, os americanos informaram que fariam contatos eleitorais e debates sobre liberdade de expressão.
A diplomacia brasileira, porém, avaliou que a iniciativa ocorreu em meio a declarações de parlamentares e lideranças políticas que vêm questionando as urnas eletrônicas, entre eles o senador e candidato presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro. O Tribunal Superior Eleitoral já desmentiu as alegações sobre as urnas eetrônicas.
Diante desse cenário, o governo entendeu que havia uma instrumentalização política da visita e decidiu negar a entrada dos dois representantes.
Segundo o jornal americano The Washington Post, o governo Trump planejava enviar dois representantes a Brasília para questionar a integridade das urnas eletrônicas no Brasil.
A missão seria liderada por Riley Barnes, secretário assistente, e Samuel Samson, subsecretário assistente do Departamento de Estado dos EUA. Em nota ao jornal, o departamento confirmou a viagem dos diplomatas, mas não informou o objetivo da missão.
Segundo apuração de Valdo Cruz e Felipe Matoso, o governo brasileiro avaliou que a visita dos funcionários do governo Trump tinha caráter de instrumentalização política e não se enquadrava como missão oficial nem como observação internacional do processo eleitoral.



