O programa das passagens aéreas baratas simplesmente não foi para a frente como o governo vendeu. O Voa Brasil foi lançado em julho de 2024 com a promessa de oferecer até 3 milhões de passagens de até R$ 200 para aposentados do INSS, e o plano ainda seria ampliado para estudantes no primeiro semestre de 2025. Só que essa expansão não saiu do papel e a adesão ficou muito abaixo do esperado. Em meados de 2025, o programa tinha alcançado só cerca de 1,4% a 1,5% da meta, e no começo de 2026 os números seguavam em torno de 52 mil bilhetes, apenas 1,7% do total prometido.
Agora, diante do fracasso do projeto que prometia colocar mais brasileiros no avião, o governo passou a estudar a chamada tarifa zero no transporte público, com foco em ônibus e outros modais urbanos. O próprio governo confirmou que a viabilidade econômica da gratuidade está sendo analisada por determinação de Lula. Ou seja, a promessa da vez mudou: como o programa de passagens aéreas não decolou, entrou em cena o discurso do ônibus grátis.







