O comércio no Brasil enfrentou seu pior janeiro desde o início da pandemia de Covid-19, em 2026. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado revelam uma retração real de 1,5%, marcando a menor performance para o primeiro mês do ano desde janeiro de 2021, quando a queda foi ainda mais acentuada, em 12,6%.
Setores como o de moda foram particularmente afetados por essa desaceleração. Tecidos, vestuário e calçados registraram uma diminuição de 6,7% em comparação com o ano anterior, conforme o Índice do Varejo Stone. Este cenário aponta para um consumidor mais cauteloso, influenciado pelas despesas sazonais típicas de janeiro que apertam o orçamento das famílias.
Priorizando o essencial, os consumidores reduziram gastos com bens duráveis e semiduráveis, como roupas e calçados, que viram uma queda real de 5,4%. Essa tendência sublinha um período de renda limitada e acesso restrito ao crédito, onde a alimentação se torna prioridade sobre compras não essenciais. As regiões Sul e Sudeste foram as mais impactadas, com São Paulo e Distrito Federal registrando recuo de 6,4%, e Santa Catarina, de 6,5%. Curiosamente, apenas o Amapá mostrou crescimento anual, mas isso não altera o panorama geral de um varejo pressionado por juros elevados e crédito dispendioso, com consumidores cada vez mais seletivos em seus gastos.







