A primeira-dama, Janja, registrou a impressionante marca de 170 dias fora do Brasil desde 2023, superando em 23 dias o tempo de viagens internacionais do presidente Lula no mesmo período. Sua mais recente incursão foi uma estadia de cinco dias em Nova York, em março, para a Comissão sobre a Situação da Mulher na ONU, elevando o total a 36 viagens por 38 nações diferentes.
Essa intensa agenda de compromissos no exterior, custeada por recursos públicos, levanta questionamentos sobre a relevância de um protagonismo tão acentuado para uma primeira-dama sem funções eletivas ou executivas formais. Enquanto isso, o Brasil enfrenta desafios críticos como inflação, violência urbana, um sistema de saúde deficiente e dificuldades na geração de empregos qualificados.
Para muitos, essa série de deslocamentos globais, que transforma eventos protocolares em extensas turnês, parece indicar uma desconexão entre a cúpula governamental e as urgências internas do país. Críticos apontam que a priorização de aparições internacionais e viagens de alto custo pode desviar o foco da solução dos problemas que atingem diretamente a população brasileira.







