Autoridades italianas ampliaram as investigações sobre possíveis ligações entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a máfia calabresa Ndrangheta. O foco das apurações envolve o tráfico internacional de cocaína, esquemas de lavagem de dinheiro e a utilização de rotas logísticas que passam por portos no Brasil e em diversos países da Europa.
Segundo investigadores italianos, o PCC consolidou uma atuação transnacional e passou a adotar métodos semelhantes aos de organizações mafiosas tradicionais, com estrutura hierárquica, divisão de tarefas e forte presença no comércio internacional de drogas. A cooperação entre as duas facções teria facilitado o envio de grandes carregamentos de cocaína da América do Sul para o continente europeu.
O avanço das investigações reforça a preocupação das autoridades europeias com a expansão do crime organizado brasileiro no exterior. Para promotores italianos, o combate a essas organizações exige integração entre diferentes países, compartilhamento de informações e ações coordenadas para enfraquecer as redes financeiras e logísticas utilizadas pelos grupos criminosos.







