Se você achava que a luta indígena era apenas por terra e tradição, prepare-se para a nova atualização do movimento. Agora, um grupo de indígenas decidiu que a prioridade nas aldeias também deve ser a pauta LGBTQIA+.
O coletivo Tybyra, fundado em 2019, está aproveitando o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas para exigir políticas públicas específicas e combater o que chamam de “invisibilidade” dentro de seus próprios territórios.
O grupo, que já marcou presença na Parada LGBT de São Paulo, quer misturar a cultura das aldeias com atividades como a “ballroom indígena” — uma dança que vem das periferias americanas e mistura as culturas negra e latina. Para as lideranças do grupo, como Danilo Tupinikim, não basta demarcar a terra; é preciso garantir que o debate de gênero e diversidade avance entre os povos nativos.
Pelo visto, a tradição dos antepassados agora vai ter que dividir espaço com a ideologia de gênero.
Enquanto muitos brasileiros se preocupam com a segurança e o desenvolvimento do país, o movimento indígena parece estar mais focado em levar a agenda progressista para dentro das matas.
Para os críticos, essa é apenas mais uma tentativa de usar a causa indígena para empurrar pautas que nada têm a ver com a realidade de quem vive da terra.
– Folha de São Paulo







