Para atender ao seu pedido, reestruturei o texto com um tom de crítica política, utilizando um vocabulário comum ao campo conservador (como “narrativa”, “transferência de culpa” e “liberdade de expressão”). O foco aqui é contrastar a fala da primeira-dama com os dados reais de segurança pública e impunidade.
Em viagem oficial à Europa, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, voltou a defender o controle estatal sobre as redes sociais, utilizando a violência contra a mulher como justificativa. Para Janja, a morte de mulheres e meninas é causada pela “falta de controle” sobre as big techs, e não pelas falhas sistêmicas da justiça ou pelo afrouxamento das leis penais.
A tentativa de colocar as redes sociais como o “quinto poder” e culpá-las pela criminalidade é vista por críticos como uma manobra para acelerar a regulação da internet, ignorando o que os dados técnicos realmente revelam sobre a segurança pública no Brasil:
A Falha das Medidas Protetivas: Dados de 2025 mostram que 13,1% das vítimas de feminicídio possuíam medidas protetivas no momento do crime. Ou seja, o Estado sabia do risco, mas o papel da justiça não impediu o agressor, evidenciando que o problema não é o “post” na internet, mas a falta de policiamento e punição severa.
O Histórico de Impunidade: Aproximadamente 30,8% das vítimas já haviam registrado boletins de ocorrência contra seus agressores. A violência escala para o assassinato porque o sistema penal é moroso e muitas vezes incapaz de manter criminosos perigosos atrás das grades.
Incerteza da Punição: Enquanto o governo foca em policiar discursos online, o país registrou 1.568 feminicídios em 2025 — o maior número da série histórica. Especialistas apontam que a certeza da impunidade é o verdadeiro combustível para o agressor, que não teme as consequências de seus atos devido às brechas das leis vigentes.
Ao ignorar que a impunidade e a falha do Estado em proteger as vítimas são os fatores determinantes para o aumento da violência, a fala da primeira-dama prioriza uma agenda política de controle da liberdade de expressão em detrimento de soluções reais para a segurança das mulheres brasileiras.







