O governo Lula registrou um desperdício de, no mínimo, R$ 260 milhões em doses da vacina Coronavac, desenvolvida para combater a Covid-19. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que a principal razão para essa perda foi a lentidão do Ministério da Saúde em finalizar o acordo de aquisição, resultando em um grande prejuízo.
As negociações se estenderam por mais de sete meses, de fevereiro a setembro de 2023. Quando as vacinas chegaram em outubro, sua utilização no Sistema Único de Saúde (SUS) já era mínima e o prazo de validade estava curto. Consequentemente, 8 milhões das 10 milhões de doses adquiridas foram destruídas sem sequer sair dos depósitos do ministério.
O montante do prejuízo pode ser ainda maior. Incluindo as doses distribuídas aos estados, das quais somente 260 mil foram administradas, o valor total perdido pode chegar a R$ 330 milhões, que corresponde ao custo total do contrato. Isso significa que, no cenário mais desfavorável, 97% de todo o lote adquirido foi descartado.
Petistas nas redes ao defender governo dizem que culpa pode ser do governo anterior.
Atualmente, o TCU exige esclarecimentos de dois ex-diretores responsáveis pelas compras no Ministério da Saúde. O governo, por sua vez, atribui a responsabilidade à gestão anterior de Bolsonaro e afirma ter seguido as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).







